sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cristal

Muito frágil e maleável,

Sempre transparente!

Forjada no fogo da dúvida,

Da incompreensão,

Da experiência.


 

Fogo.

Este que me deixou fina e delicada.

Poucos elementos constituem minha individualidade.

Fragilidade.

Minha fraqueza!


 

Um movimento errado...

Quebro!

Entretanto...

Encontrado o equilíbrio,

Nenhum elemento pode ser acrescentando em minha estrutura.


 

Transparência.

Minha força!

Se tens água: vês-me transparente;

Se tens amarelo: vês-me amarela;

Se tens azul: vês-me azul;


 

Assim...

Como posso tomar, formar, transformar tantas formas, cores e sabores diferentes?

E ainda ser uma?

Do que seria feita?

Ou rare-feita?


 

Os que bem me conhecem sabem que sou apenas uma;

Transparente e frágil!

Abandonada de minha frágil,

Individualidade.

Buscando sempre o que há de melhor!!!!


 

2 comentários:

poeta do inverno. disse...

quebrar se em um simples movimento é bom, já que estamos no tempo do movimeto, saber que simplesmente em varios fragamentos encontro outros eus que me ajudam a encontrar o eu supremo. viver é isto reencomtrar se onde me perdir.

Por mim mesmo disse...

da inigualável fragilidade do cristal e sua beleza, ao resistente instinto que o faz auto defeza, a força que o torna seguro de sua auto suficiência...
Muito naravilhosa sua auto percepção...
Parabéns Marina Lima!!!